Eu sempre gostei muito de história, era nota 10 na escola. Porém, quando a gente estuda porque tem como principal objetivo aprender a coisa é diferente de quando a gente olha as coisas com um olhar de compreensão. Aprender é diferente de compreender, e muita gente não se da por conta disso.
Outra coisa é algo chamado prepotência. Eu odeio gente prepotente, odeio quem acha que é dono da razão e que jamais aceita algo que não tenha partido de si, odeio mesmo. Sei que todo mundo tem momentos assim, apenas critico aqueles que são sempre assim.
Agora… o que história e prepotência tem a ver? Muita coisa. Eu não tenho nada compra nenhum povo do mundo, acho que todos tem o direito de ter a sua própria cultura e respeito o que cada paÃs escolhe como forma de vida. Mas se eu olhar pra trás, eu sinto raiva de apenas um povo, de apenas uma raça. Sinto raiva dos alemães, sinto raiva de um homem, não, porque quem fez o que fez não era um homem, era um monstro, um monstro chamado Hitler, o für ou simplesmente o fúria.

Eu já havia lido ‘A menina que roubava livros’ e a duas semanas li e vi o filme de ‘O menino do pijama listrado’ e o sentimento de repulsa voltou com força total. Queria escrever esse post já fazia um tempo, mas não tinha conseguido traduzir o nojo e a indignação que eu sinto em palavras. Agora acho que já estou sendo mais clara.
Como foi possÃvel que alguém fizesse o que ele fez, como foi possÃvel que ninguém o impediu e o pior… como foi possÃvel que milhões de pessoas achavam certo o que ele fazia, apoiavam o que ele dizia e moviam suas vidas de acordo com o que esse ser sem coração queria.
Pra mim ele não era certo, ele só podia ser louco, louco varrido, completamente pirado. Ninguém, em sã consciência faria isso, mesmo que a anos atrás e que não são nem tanto assim. E o que me choca ainda mais é que até hoje há alemães que concordam com o que ele fez, que acham que ele estava certo ao matar milhões de pessoas inocentes, porque ele teve um surto de que essas pessoas eram inferiores.
É simplesmente inacreditável tamanha falta de humanismo.